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Estatuto

RECOPADES es una red abierta de pescadores artesanales de todo el mundo, que promueve el fomento de las pequeñas economías y del desarrollo local, para garantizar la sostenibilidad alimentaria y económica.
Descargar estatutoInformación institucionalMiembros

Declaración de Paraná

Paraná, Argentina, 20 mayo 2006.- Representantes de comunidades pesqueras sustentables de Chile, Brasil, Uruguay, España y diferentes provincias de la Argentina, discutieron políticas de pesca y formas de llegar, unidos, a los tomadores de decisiones.
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Declaración de Ushuaia

Ushuaia, 25 noviembre 2005.- Representantes de organizaciones de pescadores artesanales de Argentina, Brasil, Chile, España y Uruguay, reunidos en la ciudad argentina de Ushuaia, manifestaron la necesidad de promover una mayor integración entre iniciativas de sustentabilidad que se desarrollan en comunidades pesqueras de Europa y Sudámerica. Las deliberaciones tuvieron lugar en el marco de la reunión de miembros de la plataforma del Atlántico Sur Occidental.
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Manifiesto de Lira

Lira, 18 noviembre 2004.- Acta de constitución de la Red de Comunidades Pesqueras Artesanales por el Desarrollo Sostenible (RECOPADES).
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COMENTÁRIOS AO DOCUMENTO ZERO

A importancia da pesca artesanal a camino da Río+20

24 fevereiro 2012

INTRODUÇÃO: Nós, as organizações assinantes que  trabalhamos com pescadores e pescadoras artesanais e suas comunidades,  temos  consciência  que  o  futuro  da  humanidade  depende  da  conservação  dos ambientes aquáticos e que o uso sustentável dos recursos marinhos depende em grande parte do manejo e cuidado dos pescadores e pescadoras artesanais e de pequena escala. Neste sentido, uma das principais deficiências identificada no documento ZERO, elaborado no processo de Rio+20, e sua consideração sobre os oceanos e mares, é a falta de reconhecimento da relação que existe entre as comunidades  pesqueiras  artesanais  e  sua  dependência  destes  recursos  para  sua  existência  e segurança alimentar e da  necessidade  de reconhecer o papel atual e potencial que os pescadores tem para a conservação dos recursos marinhos e seu uso sustentável.Mas, ainda resta tempo para corrigir  as  deficiencias  durante  as  negociações  informais  e  informais,  assim  como  na  reunião  do Comitê  Preparatório  da  Conferência  das  Nações  Unidas  sobre  o  Desenvolvimento  Sustentável convocada para o inicio do mês de março. Desde já agradecemos a consideração dos nossos pontos de vista, e pedimos que sejam avaliados e considerados na revisão do documento ZERO.    Da  nossa  perspectiva,  vemos  duas  omissões  graves  no  documento  zero.  Não  só  desconhece  a contribuição significativa que fazem os pescadores artesanais para o desenvolvimento sustentável, e também não reconhece a seriedade da crise ambiental e seu impacto nas pescarias, causado pelo desenvolvimento  insustentável  e  praticas  de  pesca  destrutivas,  que  além  dos  pescadores  afetam desproporcionalmente as mulheres, aumentando a sua carga de trabalho e insegurança alimentar. Estes temas devem ser corrigidos e saneados.

ANTECEDENTES: Mas de 100 milhões de pessoas estão diretamente relacionadas, em tempo completo ou parcial com atividades pesqueiras, destes mais de 50% são mulheres. Embora os números reais podem alcançar 200  milhões  de  pescadores  e  pescadoras,  já  que  as  estatísticas  subestimam  o  numero  de  pessoas envolvidas no setor artesanal, sobretudo referente as mulheres que não recebem remuneração, e por isso não são reconhecidas nem incluídas nas estatísticas.   90% das pessoas que dependem da pesca para manter sua forma de vida são do setor artesanal e 90% vivem em países em desenvolvimento e emergentes. O setor de pesca artesanal fornece 50% do pescado para consumo humano.  A pesca artesanal e sua cadeia produtiva são de pequena escala, a nível local, de forma diversificada, com baixo impacto, com eficiência energética e intensivo em mão de obra. Embora existem exceções importantes, as capturas são de baixo volume, mas com alto valor nutricional, econômico e social, 2  sendo destinado para o consumo humano em mercados locais, regionais ou internacionais e apóiam formas de vida e atividades socioeconômicas a nível local.  Políticas   inadequadas   e   enfoques   de   gestão   pesqueira   inadequadas,   vem   abordando   o desenvolvimento para produção e maximização do lucro do setor pesqueiro, a custo das dimensões sociais  e  ambientais.  Conseqüentemente,  os  recursos  pesqueiros  foram  sobre‐explorados  e impactados de forma significativa por praticas intensivas e destrutivas, por enquanto as condições sociais  e  econômicas  nas  comunidade  que  dependem  das  pescarias  continuam  em  situação  de vulnerabilidade pela pobreza e a falta de garantia dos seus direitos humanos. Este enfoque de curto prazo  onde  a  modernização  é  considerada  essencial  para  melhorar  o  desempenho  econômico, prejudicou a criação de pescarias sustentáveis e equitativas. O documento ZERO deve corrigir esta situação como parte integral da promoção da economia verde.

PROPOSTA: Solicitamos aos delegados de incluir referências especificas sobre a pesca artesanal no documento ZERO e a necessidade de defender e fortalecer as suas cadeias produtivas reconhecendo a enorme  contribuição da pesca artesanal ao desenvolvimento local, a segurança e soberania alimentar, assim como a preservação dos ecossistemas marinhos, como foi enfatizado na Declaração de Mónaco de Novembro 2011. A  nossa  proposta  é  consistente  com  o  parágrafo  22  do  documento  ZERO  onde  os  Estados  se “comprometem  de  melhorar  a  governança  e  a  capacidade  em  todos  os  níveis;  globais,  regionais, nacionais e locais para promover os processos de tomada de decisões integrados para preencher os vácuos de implementação e promover a coerência entre as instituições”; e também com o parágrafo 78 onde “cita a importância da conservação, do manejo sustentável e da compartilha equitativa dos recursos marinhos e aquáticos”. Exigimos  que  sejam  garantidos  os  direitos  econômicos,  sociais  e  culturais  das  comunidades  que dependem das pescarias, incluindo os direitos dos pescadores e pescadoras artesanais nos processos de  tomada  de  decisões  que  os  afetam  e  que  tratam  do  acesso  das  comunidades  de  pesca  e aquicultores aos recursos naturais, à terra, à alimentação e ao trabalho, assim como o apoio para o processamento e marketing de seus produtos, como uma forma de garantir a distribuição equitativa dos benefícios derivados dos recursos aquáticos e do uso da terra. Neste sentido, a Conferência das Nações  Unidas  para  o  Desenvolvimento  Sustentável  de  2012  deve  apoiar  o  desenvolvimento  e  a implementação das diretrizes internacionais para assegurar o futuro da pesca de pequena escala. Ações  afirmativas  são  necessárias  para  assegurar  que  as  comunidades  costeiras  e  terrestres  que dependem da pesca de pequena escala e artesanal, participem de forma equitativa nos processos de tomada  de  decisões  que  afetam  a  sua  existência,  dando  prioridade  na  concessão  dos  direitos  de acesso. São preciso medidas e ações para defender os direitos legítimos dos pescadores e pescadoras de contra a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR/IUU) e contra a apropriação de terrenos costeiros por especuladores imobiliários, negócios turísticos, aqüicultura industrial e outras atividades destrutivas, que prejudicam o direito a terra das comunidades costeiras e ribeirinhas.   Finalmente fica o nosso apelo para que os Estados criem espaços que permitam a participação de representantes das comunidades pesqueiras artesanais como um dos “grupos maiores” na reunião do  Rio  de  Janeiro  que  marca  o  20º  aniversario  da  Conferência  das  Nações  Unidas  sobre  o Desenvolvimento Sustentável.

ORGANIZAÇÕES ASSINANTES:

Fundación Lonxanet (FLPS)

Contacto: Antonio Garcia Allu

Presentación Río+20:http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=509&menu=20

International Collective in Support of Fishworkers (ICSF)

Contacto: Chandrika Sharma, icsf@icsf.net

Presentación Río+20: http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=571&menu=20

CoopeSoliDar R.L.

Contacto:Vivienne Solis, vsolis@coopesolidar.org

Presentación Río+20: http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=199&menu=20

RECOPADES

Contacto:Jose Luis Ascorti, joseluisascorti@yahoo.com.ar

Sin presentación. www.recopades.org

Instituto Terramar

Contacto: René Schärer, fishnet@uol.com.br

Presentación en Mónaco  http://www.stakeholderforum.org/fileadmin/files/Food%20Security‐Social%20Aspects%20of%20Sustainable%20Fisheries%20%28R.Scharer%29.pdf

 

COMMENTAIRES INITIAUX SUR LE DRAFT ZÉRO

DU DOCUMENT FINAL

L’importance de la pêche artisanale pour Rio +20

24 février 2012

INTRODUCTION

Nous, les organisations soussignées travaillant avec les pêcheurs artisans et leurs communautés, sommes bien conscients de ce que l’avenir de l’humanité dépend de la durabilité de l’environnement aquatique; et que l’utilisation durable des ressources aquatiques dépend en grande partie de leur gestion par la pêche artisanale. À cet égard, un défaut majeur du projet de draft zéro, en ce quiconcerne les océans et les mers, c’est le manque d’attention accordée aux communautés qui dépendent des ressources halieutiques pour leurs moyens de subsistance et leur sécurité alimentaire, et le manque de reconnaissance accordée à leur rôle actuel et potentiel dans la conservation des ressources aquatiques, dans leur gestion et leur utilisation durable. Il est encore temps de corriger ces défauts, avant les prochaines ”négociations informelles informelles” et avantles réunions intersession en mars. Nous vous remercions d’avance de bien vouloir en tenir compte et y souscrire.

À notre avis, il y a deux graves omissions dans le draft zéro: non seulement il ne reconnaît pas la contribution importante de la pêche artisanale pour arriver à un développement durable;

mais il échoue égalementà souligner que l’impact de la crise environnementale dans la pêche, causée par le développement non durable et les pratiques destructrices, touche de façon

disproportionnée les femmes, augmentant leur charge de travail et l’insécurité alimentaire des

ménages. Cela doit être corrigé.

CONTEXTE

Plus de 100 millions de personnes sont directement engagées, à plein temps ou à temps partiel dans les activités de pêche; au moins 50 % d’entre elles sont des femmes.Toutefois, il semble que le chiffre réel est plus près de 200 millions de personnes, engagées dans la pêche artisanale.En effet, les statistiques officielles sous estiment le nombre de personnes engagéesdans ce secteur,particulièrement les femmes dont le travail est

souvent non rémunéré,

non reconnu et non enregistré. 90 % des personnes qui dépendent de la pêche pour vivre sont

engagées dans le secteur de la pêche artisanale, et 90 % d’entre eux sont originaires des pays en développement.

En outre, le secteur de la pêche artisanale contribue pour plus de 50 % aux quantités de poissons destinées à la consommation humaine directe.Les activités et systèmes de production

de la pêche artisanale ont tendance à être à petite échelle, de portée locale et

diversifiée, de faible impact, énergétiquement efficace et à haute intensité de  maind’œuvre.  A quelques exceptions notables, les captures ont tendance à être de faible volume, mais avec

une valeur nutritionnelle, sociale et économique élevée, destinées aux marchés locaux,

régionaux et internationaux pour la consommation humaine et fournissant des moyens de

subsistance et des activités sociales et économiques locales.

Des politiques inappropriées et des approches de gestion et de conservation erronées ont

biaisé la politique de développement des pêches en faveur d’une productivité accrue et

de la production de bénéfices économiques,au détriment des dimensions sociale et environnementale.

En conséquence, les écosystèmes de pêche du monde entier sont surexploités et endommagés par les

pratiques de pêche intensives et destructrices, tandis que les conditions sociales

et économiques dans les communautés qui dépendent de la pêche restent précaires

avec de nombreux  droits fondamentaux qui ne peuvent être exercés.

Cette approche à court terme, où la modernisation est vue essentiellement en termes

d’amélioration de la performance économique, n’a pas réussi à mettre en place une pêche

durable et équitable.

Le draft zéro doit s’efforcer de corriger cet état de fait dans le cadre des effortsfaits pour promouvoir

l’économie verte.

 

PROPOSITION

Nous exhortons les délégués afin qu’ils incluent une référence spécifique à la pêche artisanale dans le draft zéro  de document final et à la nécessité de défendre et de renforcer les systèmes

de production qui y sont associés. Cela devrait passer par la reconnaissance de la contribution importante de la pêche

artisanale au développement local, à la sécurité et la souveraineté alimentaire et à la préservation des écosystèmes

aquatiques, comme cela a été soulignédans le Message de Monaco de Novembre 2011.

Notre proposition est compatible avec le paragraphe 22 du draft zéro qui stipule que les Etats ”s’engagent à améliorer la gouvernance et la capacité à tous les niveaux –global, régional, national et local-afin de promouvoir une prise de décision intégrée,

à combler les lacunes de la mise en oeuvre et à promouvoir

la cohérence entre les institutions” et avec l’alinéa 78 qui stipule: «nous insistons sur l’importance de la conservation, de la gestion durable et du partage équitable des ressources marines

et l’océan».

Assurer une répartition équitable des avantages tirés des ressources aquatiques exige que les droits économiques,sociaux et culturels des communautés qui dépendent de la pêche soient reconnus, y compris la participationde la pêche artisanale dans les processus de prise de décision qui les concernent, et que des mesures appropriéessoient prises pour donner aux communautés dépendantes de la pêche et de l’aquaculture artisanale un accès sécurisé aux ressources

halieutiques, aux terres, à la nourriture et au travail, ainsi qu’à un appui pourla transformation et la commercialisation de leurs produits.

 

À cette fin, la CNUDD 2012 devrait souvenir le développement et la mise en œuvre des Directives volontaires pour garantir des pêches artisanales durables.

Une action positive est également requise pour assurer que les communautés côtières qui dépendent de la pêche artisanale participent sur une base équitable à la prise de décisions

qui affectent leurs moyens de subsistance,en accordant une priorité  à l’accès traditionnel pour les communautés de pêche artisanale. Une action est également nécessaire pour défendre

les droits légitimes de la pêche artisanale contre les activités de pêche INN, l’accaparement

des terres côtières par les spéculateurs immobiliers, le tourisme, l’aquaculture industrielle et d’autres activités destructrices.Enfin, nous appelons les États à créer l’espace nécessaire pour

que les communautés de pêche artisanale et leurs représentants participent, en tant que

groupe avec une identité distincte, à la Conférence de Rio de Janeiro qui marquera

le 20 e  anniversaire de la CNUED.

ORGANISATIONS SIGNATAIRES:

Fundación Lonxanet (FLPS), Antonio Garcia Allut, antonio.garcia.allut@fundacionlonxanet.org

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=509&menu=20

International Collective in Support of Fishworkers (ICSF),Chandrika Sharma, icsf@icsf.net

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=571&menu=20

CoopeSoliDar R.L.  Vivienne Solis, vsolis@coopesolidar.org

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=199&menu=20

RECOPADES   Jose Luis Ascorti, joseluisascorti@yahoo.com.ar, No Submisission, www.recopades.org

Instituto Terramar  ,René Schärer, fishnet@uol.com.br

Submission Mónaco http://www.stakeholderforum.org/fileadmin/file

s/Food%20Security‐Social%20Aspects%20of%20Sustainable%20Fisheries%20%28R.Scharer%29.pdf

 


INITIAL COMMENTS ON THE ZERO DRAFT OF THE OUTCOME DOCUMENT

The Importance of Artisanal Fisheries for Rio+20

24 th  February 2012

INTRODUCTION:

We, the undersigned organizations working with artisanal fishworkers and their communities, are well aware that humanity’s future depends upon the sustainability of the aquatic environment; and that the sustainable use of aquatic resources largely depends upon their stewardship by artisanal and small-scale  fishworkers.  In  this  connection,  a  major  flaw  in  the  Rio+20  Zero  Draft  in  addressing Oceans and Seas is the lack of attention given to the communities who depend on fisheries resources.

for  their  livelihoods  and  food  security,  and  the  lack  of  recognition  given  to  their  current    and potential role in conserving aquatic resources and managing their sustainable use. There is still time to correct these flaws, before the next “informal‐informal negotiations” and intersessional meetings in March. We thank you in advance for taking our views into account and endorsing them.

 

In our view there are two serious omissions in the Zero Draft: not only does it fail to acknowledge the important  contribution  of  artisanal  fisheries  to  achieving  sustainable  development;  it  also  fails  to highlight  that  the  impact  of  the  environmental  crisis  in  and  on  fisheries,  caused  by  unsustainable

development   and   destructive   practices,   disproportionately   affects   women,   increasing   their workloads and household food insecurity. This needs to be rectified.

 

BACKGROUND:

Over  100  million  people  are  directly  engaged,  full  or  part  time  in  fisheries  activities,  at  least  50% percent  of  whom  are  women.  However  the  real  figure  is  thought  to  be  closer  to  200  million fishworkers,  because  official  statistics  underestimate  the  number  of  people  engaged,  particularly women whose work is often unpaid, unrecognized and unrecorded. 90% of those who depend on fisheries for their livelihoods are engaged in the artisanal sector, and 90% are from developing countries. In addition the artisanal sector contributes over 50% of the fish eaten directly by humans. Artisanal fishery activities and productive systems tend to be small in scale, locally based, diverse in scope, low in impact, energy efficient, and labour intensive. With notable exceptions, catches tend to be  low-volume  but  high  in  nutritional,  social  and  economic  value,  destined  for  local,  regional  and international human consumption markets, and supporting livelihoods and local social and economic

activities.

Inappropriate policies and misconceived approaches to fisheries management and conservation have skewed fisheries development policy towards production and increased earnings from the sector, at the  expense  of  the  social  and  environmental  dimensions.  As  a  result,  all  over  the  world  fishery ecosystems are being over-exploited and damaged by fishing practices that are both intensive and destructive, whilst the social and economic conditions in communities dependent on fisheries remain poor  and  many  basic  human  rights  are  not  secured.  Such  a  short  term  approach,  where modernization is seen essentially in terms of improved economic performance, has failed to deliver sustainable and equitable fisheries. The Zero Draft should aim to correct this state of affairs as part of its endeavour to promote green economies.

 

PROPOSAL:

We urge delegates to include a specific reference to artisanal fisheries in the Zero Draft and the need  to  defend  and  strengthen  their  productive  systems.  This  should  recognize  the  important contribution of artisanal fisheries to local development, food security and food sovereignty, and to the preservation of aquatic ecosystems, as highlighted in the Monaco Message of November 2011.

Our proposal is consistent with Paragraph 22 of the Zero Draft whereby States “commit to improving governance and capacity at all levels – global, regional, national and local – to promote integrated decision making, to fill the implementation gap and promote coherence across institutions” and with Paragraph 78 where: “we stress the importance of the conservation, sustainable management and equitable sharing of marine and ocean resources.”

Ensuring an equitable distribution of the benefits from aquatic resources requires that the economic, social  and  cultural  rights  of  communities  dependent  on  fisheries  are  recognized,  including participation  of  artisanal  fishworkers  in  the  decision  making  processes  that  affect  them,  that appropriate measures are taken to give communities reliant on small-scale fisheries and aquaculture secure  access  to  fisheries  resources,  land,  food  and  work,  and  that  support  is  provided  for  the processing  and  marketing  of  their  products.  To  this  end,  UNCSD  2012  should  support  the

development and implementation of international guidelines for securing small-scale fisheries.

Affirmative  action  is  also  required  towards  ensuring  that  coastal  and  inland communities  that depend  on  small  scale  and  artisanal  fishing  participate  on  an  equitable  basis  in  decision  taking processes  that  affect  their  livelihoods,  with  priority  accorded  to  customary  access  of  small  scale fishing  communities.  Action  is  also  required  to  defend  the  legitimate  rights  of  small  scale  fishery activities against IUU activities and the grabbing of coastal lands by real estate speculators, tourism, industrial aquaculture and other destructive activities.

Finally, we call on States to create the necessary space for artisanal fishing communities and their representatives to participate as one of the major groups with a distinct identity in Rio de Janeiro at the Conference to mark 20 th  anniversary of UNCSD.

UNDERSIGNED ORGANIZATIONS:

Fundación Lonxanet (FLPS)

Antonio Garcia Allut,  antonio.garcia.allut@fundacionlonxanet.org

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=509&menu=20

International Collective in Support of Fishworkers (ICSF)

Chandrika Sharma icsf@icsf.net

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=571&menu=20

CoopeSoliDar R.L.

Vivienne Solis vsolis@coopesolidar.org

http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?page=view&type=510&nr=199&menu=20

RECOPADES

Jose Luis Ascorti, joseluisascorti@yahoo.com.ar

No Submisission. www.recopades.org

Instituto Terramar

René Schärer, fishnet@uol.com.br

Submission Mónaco  http://www.stakeholderforum.org/fileadmin/files/Food%20Security‐Social%20Aspects%20of%20Sustainable%20Fisheries%20%28R.Scharer%29.pdf